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O QUE VALE NA VIDA É O BEM QUE A GENTE PODE FAZER

Cássio Eduardo Rosa Resende ­ presidente da Fundação Mário Penna

Em 1999, talvez graças à minha passagem pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais - especificamente como primeiro titular da Promotoria Especializada de Fundações -, fui convidado para criar a base jurídica da Fundação Mário Penna. A ela caberia suceder a Associação dos Amigos do Hospital Mário Penna, com melhores condições de ação e os benefícios que a legislação felizmente concede às fundações.

Fiquei na entidade por três meses, com o cargo de superintendente jurídico. Findo o trabalho, voltei a exercer minhas outras atividades profissionais, mas, mesmo à distância, sempre me mantive atento ao desenvolvimento da Fundação Mário Penna.

Dois anos depois, fui convidado pelo Conselho Curador para assumir o cargo de presidente da Fundação. Tarefa espinhosa, já sabia. Além disso, até minha família, sempre ao meu lado em todas os momentos, ponderou que diminuiria ainda mais o tempo dedicado ao lar. Mesmo assim aceitei, porque tinha certeza ­ pelo trabalho que havia desenvolvido anteriormente na entidade ­ que a Fundação precisava se profissionalizar, ter uma organização impessoal, sofrer um rígido processo de saneamento financeiro e cumprir com dignidade e da melhor forma possível sua responsabilidade social para com os cancerosos.

Aos poucos senti que minha decisão foi correta. Fui tomado por um crescente sentimento de missão a cumprir. Também minha família, à qual sempre transmito os progressos aqui alcançados, passou a me estimular, compreendendo a necessidade e importância do serviço que presto diuturnamente e sem qualquer remuneração.

Hoje, vejo um futuro promissor para a Fundação: graças ao quadro de servidores altamente capacitado ­ desde os clínicos especializados até os mais humildes funcionários administrativos; com o planejamento estratégico realizado com parcerias competentes, como com a Fundação Dom Cabral; e com o apoio oferecido por cerca de 150 mil anônimos doadores que, com contribuições médias de R$5,00 a R$10,00 ao mês ajudam a sustentar os serviços gratuitos dos nossos dois hospitais e dois lares, tenho a convicção de que, mantendo as atuais premissas, dentro de dois anos seremos uma exemplar liderança nacional no ramo hospitalar de oncologia, uma instituição de excelência em saúde ­ sempre voltada para o gratificante trabalho de salvar vidas, ajudando a todos os que não possuem recursos próprios para enfrentar o terrível mal que é o câncer.

Que Deus esteja ao nosso lado para que possamos cumprir bem nossa missão.

AD.C