A mulher das latinhas

22/08/2017 Por: Instituto Mário Penna Categoria: História de vida

Um belo exemplo de vida, entrega e dedicação ao mais pobre retrata a passagem da mulher humilde e franzina que chegou ao Hospital Mário Penna para mostrar o quão grandioso é o ser humano quando quer ajudar.
Chegou aqui, em setembro de 2013, uma senhorinha muito simples, mas muito simples mesmo, para fazer uma doação ao Hospital Mário Penna. Foi recebida e entregou 12 mil reais em dinheiro. Disse que conseguiu essa quantia juntando e vendendo latinhas. Contou que, juntando as latas encontradas na rua conseguia aquele dinheiro. Estava ali para doá-lo em prol dos doentes carentes. Abriu uma conta bancária para guardar o dinheiro. Quando ela foi retirar a quantia, foi repreendida pelo gerente, preocupado em repassar aquele valor.
– A senhora vai andar com todo esse dinheiro, por tudo quanto é lado? E a senhoria respondeu:
– Vou, Deus está comigo! – e pôs o dinheiro numa sacolinha amarela.
Depois, ela contou a seguinte história: “ Minha filha, já fui em tudo quanto é lugar com essa sacolinha! Eu punha a sacolinha no chão, assim do meu lado, e continuava catando latinha”.
Disse também que passou um ano para reunir tantas latas só para fazer a doação. E se comprometeu a juntar mais para doar o valor apurado. Vendia o material reciclado e depositava o dinheiro no banco. Foi assim até juntar 12 mil reais.
Aquela era uma prática comum em sua vida. Humilde, mãe de três filhos e moradora de uma comunidade pobre, tinha o hábito de doar para o Hospital Mário Penna para ajudar os doentes pobres. Dizia que os filhos nem podiam ficar sabendo, porque senão iriam brigar com ela.
Dona Maria é catadora de recicláveis. Mulher simples do bairro Alto Vera Cruz. Faz da generosidade uma máxima de sua vida, que se expressa pela força do amor ao próximo”.

Trecho retirado do livro “Mário Penna, uma história feita por você”

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