Sr. Elmo – uma realidade especial vivida por 107 dias

10/01/2018 Por: Instituto Mário Penna Categoria:



O Sr. Elmo José Lemos de Brito é ex-paciente do Hospital Luxemburgo, onde ficou internado por quase 4 meses – para tratar de uma artrose lombar grave e, há 7 anos lutava contra dores crônicas, em busca de um médico que conseguisse solucionar o seu problema. Ele passou por 22 cirurgiões em diversos hospitais, até chegar ao Hospital Luxemburgo. Segundo sua esposa – Elizabeth, foi nesse momento que eles perceberam que tinham chegado ao lugar certo. O carinho e gratidão pelo acolhimento no Hospital Luxemburgo foram tão grandes, que eles fizeram questão de registrar  os momentos que viveram durante a internação e criaram um mural de fotos, que você confere ao fim do relato agradecido do casal.

“Caríssimos amigos do Hospital Luxemburgo,

Eu – Elizabeth Resende Brito – e meu esposo – Elmo José Lemos de Brito (paciente) –  como psicanalistas, não poderíamos deixar passar despercebido a oportunidade que tivemos de viver neste lugar tão especial, porque aqui encontramos a paz e o profissionalismo. Em momento algum deixamos de ter satisfação com cada criatura que em nosso quarto entrava. Todos com um olhar humano, um sorriso especial, uma atenção carinhosa e amorosa, que era impossível não se dar atenção com palavras e elogios. Uma igualdade que é muito rara de se ver hoje em dia. O relacionamento humano gerando amizade, respeito e consideração, trazendo uma ligação de afeto manifestado com naturalidade e espontaneidade. Cada coração abrindo sua expressão, repleta de conforto, segurança, mostrando que a profissão tem seu destaque em qualquer nível. Abraçar com seriedade o que se faz, para se valorizar e ser reconhecido, principalmente pelos pacientes que veem tudo de perto e nos mínimos detalhes. Se todo hospital fizesse uma análise nesse sentido estariam corrigindo situações graves e ajustariam valores pessoais, que querem crescer e estão escondidos em suas capacidades. 

Esperamos que os senhores administradores desta Entidade vejam a importância de seus profissionais competentes realizando com prazer e inteligência suas funções, valorizando esta casa e dando aos que a ela chegam a certeza do melhor: a vida. 

A grandeza deste Hospital está também na porta aberta para a espiritualidade, que vem com força, festa e participação, trazendo o alimento sagrado, corpo de Cristo, ressaltando também a Palavra de Deus, independente da religião, unificando corações. Agradecemos a todos que trouxeram Jesus.   

Queremos parabenizar pelo bom andamento deste lugar e reforçar o quanto é necessário manter a unidade deste valor intrínseco, que é a seriedade, o controle, o rigor e acima de tudo o que é visível no geral, a alegria, o prazer e o amor de seus funcionários no dia a dia.

Ressaltamos este hospital como o único que encontramos um todo de satisfação e humanidade, o que nos leva a citá-lo como referência.

Abraçamos a todos que nos serviram com luz e sabedoria.

Atenciosamente,

Elizabeth Resende Brito e Elmo José Lemos de Brito.

Uma realidade especial

O tempo é o nosso melhor amigo e foi percorrendo hospitais em Belo Horizonte, por motivos especiais de saúde do meu esposo Elmo José Lemos de Brito, que aprendemos a conhecer a realidade interna, observando ações, comportamentos, falas, atenções, interesse, dedicação, acolhimento, participação, prontidão nas diversas e complexas profissões, que a instituição tem para ser uma estrutura capaz de atender a todos os que a buscam. Confesso que tivemos uma escola de aprendizado em todos os sentidos.

O ser humano é a peça chave de um bom trabalho, a partir do momento em que seu quociente emocional fala mais alto. Não podemos achar que vamos ver igualdade em todos estes ambientes, uma vez que somos criaturas de Deus e Ele não fez e não faz ninguém igual. Aqui está a importância de reconhecer o valor que cada um tem na sua forma de relacionar e o interesse em vestir a camisa do hospital, para realizar, assim, uma obra edificante.

Sabemos que são muitas as tensões dentro do ambiente de trabalho em um hospital, pois se tratam de vidas a serem socorridas, cada qual com sua gravidade. Todavia, há um fator extremamente importante a ser colocado como prioridade: o acolhimento e o sentimento de amor no momento desta atenção. A segurança e a certeza de que está no lugar certo – na hora certa – é uma resposta para salvar vidas. A transferência que o paciente faz para o profissional é imediata, ainda que o tempo ali instalado seja grande.

O que importa é socorrer.  A angústia e a dor do sofrimento vão aos poucos sendo superadas. O sentido de segurança restaurado abre portas para o querer viver intensamente, depois do sofrimento. Observamos diversidades em todos os lugares por onde passamos, que nos levaram a pensar que a medicina estava perdendo o seu valor de destaque, exatamente pela falta de reciclagem em muitos campos do servir. A medicina não é uma fonte para se ganhar dinheiro. Deve e tem que ser bem remunerada, mas a prioridade é a responsabilidade de salvar vidas, criadas por Deus – o maior médico – que vê todas as coisas, desde o menor pensamento até uma ação extravagante. Não estamos soltos neste espaço tão sério, somos monitorizados a todo o momento, e se temos sucesso é porque aí Ele está operando nos profissionais o seu querer. Mesmo que a tecnologia tenha avançado, se não houver sabedoria e prudência nada se resolve. Ele, o criador do universo, quer pessoas sábias e inteligentes, para executar os talentos dados por Ele, destacando a importância deles, não interessa o nível em que se está. Se não há uma bela higienização, provavelmente a doença se instalará. Se a base não está perfeita, os demais não atingirão seus objetivos. Uma fonte puxa a outra. A busca do conhecimento aprimora o atendimento geral.

Elizabeth Resende Brito

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