Escassez e preço abusivo de medicamentos podem prejudicar atendimentos de pacientes

28/07/2020 Por: Instituto Mário Penna Categoria: Hospital Luxemburgo Notícias Gerais



Os impactos da pandemia do coronavírus afetaram de forma bastante agressiva o preço dos medicamentos. E como as demais instituições de saúde, o Instituto Mário Penna também sofre com esses reajustes, além do enfrentamento da escassez no mercado de alguns importantes insumos que são indispensáveis para a realização de diversos procedimentos.

Segundo Marcos Antonio Teixeira, Gerente de Logística do Instituto Mário Penna, o alto custo dos medicamentos neste momento de crise tem sido de forma geral no mercado. “Isso tem acontecido não só com os nossos fornecedores. Temos uma plataforma de cotação de compras a nível nacional onde buscamos oferta dos itens demandados e que sempre compramos dos fornecedores que oferecem o menor custo”; explica.

Como exemplos, podemos citar um aumento de quase 500% em antibióticos (amoxicilina 1g + clavulanato), sedativos (midazolam) e norepinefrina. Alguns relaxantes musculares (Quelicin, Suxametônio), essenciais para a realização de cirurgias e intubações para ventilação mecânica, alcançam a margem de mais de 700% do valor convencional, isso quando encontrados para serem adquiridos no mercado.

Vale destacar que os principais medicamentos em falta e ou com preços abusivos são indispensáveis para a realização do tratamento de todos os pacientes que o Instituto Mário Penna atende, seja para cirurgias oncológicas ou para tratamentos daqueles acometidos pela Covid-19.

“Nos sentimos reféns deste mercado no qual atuamos há mais de 49 anos de história da instituição porque, mesmo tendo ferramenta de cotação, temos poucos fornecedores ofertando os produtos. Aqueles que dispõem dos itens, praticam preços absurdamente fora do histórico de fornecimento. Lamentamos este fato, mas somos obrigados a fazer as aquisições com objetivo de não colocar em risco as vidas confiadas à nossa instituição”; diz Marcos Antonio.

Mais uma vez, fazemos um apelo aos órgãos competentes para que o reabastecimento de medicamentos seja realizado de forma justa. A nossa missão é salvar vidas e, para isso, não medimos esforços.

“Apesar desse contexto, continuamos, diariamente, trabalhando para minimizar os danos e impactos aos pacientes que se encontram em tratamento em nossas dependências”; pondera Dra. Reni Moreira, Gerente Médica e Diretora Técnica do Instituto Mário Penna.

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"Ontem, recebi minha alta depois de 7 anos de tratamento e acompanhamento dessa ótima instituição e toda a sua equipe."

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