Departamento de Física Médica do Instituto Mário Penna tem artigo publicado em revista internacional

26/11/2019 Por: Instituto Mário Penna Categoria: Notícias Gerais



Trabalho busca conhecer dose de radiação em toda a pelve na radioterapia da próstata

Um trabalho desenvolvido pela equipe de Física Médica do Instituto Mário Penna foi publicado recentemente pela importante revista internacional Radiation Physics and Chemistry. A pesquisa “Intercomparação de doses em Radioterapia da próstata” (MCMEG: Intercomparison exercise on prostate radiotherapy dose) teve sua parte experimental envolvendo os feixes de radiação desenvolvida no Serviço de Radioterapia do Hospital Luxemburgo.

Além dos colaboradores da Física do IMP envolvidos no projeto, Jony Marques Geraldo e Fernanda Bastos, o trabalho surgiu como uma parceria do Instituto Mario Penna com o Departamento de Engenharia Nuclear e o Departamento de Anatomia e Imagem, ambos da UFMG, além dos dois maiores centros governamentais de uso e controle de fontes de radiação ionizante, o Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN) e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), ambos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Neste trabalho, o grupo de pesquisa, que tem expertise no método de simulação computacional por Monte Carlo, simulou um protocolo de radiação da próstata e calculou a dose na próstata e nos órgãos sadios vizinhos como reto, bexiga, cabeça de fêmur direita e esquerda.

Com isso, foi possível conhecer melhor a dose de radiação do tratamento da radioterapia que chega nestes órgãos saudáveis que estão em volta da próstata. “A simulação por Monte Carlo se estende praticamente a todos os campos de atuação das ciências e engenharias. No tratamento do câncer, a simulação computacional tem sido uma importante ferramenta para acessar as doses recebidas pelos pacientes em tratamento por radioterapia, já que não é viável colocar um detector de radiação no interior do paciente”, explicou o Físico Supervisor Jony Marques Geraldo.

De acordo com a Física Fernanda Bastos, esses testes foram realizados durante um ano no hospital e aconteceram dentro de um simulador que imita um corpo humano, chamado de “fantoma antropomórfico”. Dentro do interior da pelve deste fantoma foram colocados dosímetros e irradiados nos aceleradores lineares do Hospital Luxemburgo.

“Este artigo foi um passo a mais para a pesquisa em radioterapia e a conclusão que chegamos é que é preciso melhorar as simulações por Monte Carlo para se chegar a resultados semelhantes aos valores de dose medidos experimentalmente. Quando conseguir isso, seremos capazes de conhecer melhor a dose de irradiação que chega nos órgãos sadios em qualquer paciente com câncer de próstata”.

Ajude o Instituto Mário Penna

"Ontem, recebi minha alta depois de 7 anos de tratamento e acompanhamento dessa ótima instituição e toda a sua equipe."

Compartilhe essa notícia:
Outras notícias de Notícias Gerais