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Entenda os riscos e formas de prevenção do HPV

12/06/2018 Por: Instituto Mário Penna Categoria: Notícias Gerais



O HPV (Human Papiloma Virus) é um vírus que se transmite pelo contato com a pele. Em 98% dos casos as transmissões ocorrem através do contato sexual e por isso pode ser considerada uma doença sexualmente transmissível (DST). Existem atualmente mais de 200 tipos de HPV. Até hoje 150 deles já foram identificados e sequenciados geneticamente. Entre eles, apenas 14 podem causar lesões precursoras de câncer, como o câncer de colo de útero, vulva, vagina ou ânus. A prevenção do HPV é possível e deve ser do conhecimento de todos.

O principal sintoma do HPV é o surgimento de verrugas ou lesões na pele, que pode iniciar como uma manchinha branca ou acastanhada que coça. Normalmente as lesões aparecem na região genital como vulva, vagina e colo do útero da mulher. Na genitália masculina, o pênis é o local mais comum para o aparecimento do HPV. Em ambos os gêneros, o ânus, garganta, boca, pés e mãos são locais em que o HPV também costuma se manifestar.

Outro ponto sobre o HPV é que, apesar de os sintomas normalmente se manifestarem entre dois e oito meses após a infecção, ele pode ficar presente no organismo, mas sem se manifestar, por muitos anos. Por isso é praticamente impossível saber quando uma pessoa foi infectada pelo HPV. O vírus pode ser transmitido mesmo quando ela não percebe ter os sintomas. Mais de 90% dessas pessoas conseguem eliminar o vírus do HPV do organismo naturalmente, sem ter manifestações clínicas.

Alguns fatores de risco aumentam a chance do aparecimento das lesões induzidas pelo HPV como: sexo sem proteção, início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros, presença de outras doenças sexualmente transmissíveis e imunodepressão (alteração da resposta imunológica em nosso organismo que pode aparecer associada a múltiplas gestações, tabagismo, infecção pelo HIV, tratamento com quimioterapia, radioterapia ou imunossupressores).

O HPV pode causar lesões que são visualizadas pelo exame clínico, mas muitas vezes a lesão pode não ser visível a olho nu, aparecendo apenas em exames como colposcopia, vulvoscopia ou peniscopia. Outra vezes só é detectado no exame preventivo.

Não se trata a infecção pelo HPV, mas sim as lesões causadas pelo virus e as opções de tratamento são diversas dependendo do tipo de lesão. O tratamento pode ser realizado com cremes, ácidos, laser ou cirurgia. O HPV pode ser eliminado espontaneamente pelo organismo principalmente em pessoas mais jovens.

A vacinação contra o HPV é a melhor maneira de prevenir a doença. Existem duas vacinas aprovadas e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e que estão disponíveis comercialmente. As vacinas contra o HPV previnem aproximadamente 70% dos casos de câncer de colo do útero.

O uso da camisinha é importante para evitar a transmissão do HPV e não deve ser esquecida mesmo durante o sexo anal ou oral. A camisinha feminina é uma boa aliada, pois permite um contato menor ainda entre a pele dos parceiros.

É importante que meninas e meninos sejam vacinados contra o HPV e que a vacina seja aplicada preferencialmente antes do início da atividade sexual. Lembrar que mesmo após a vacinação as mulheres devem continuar fazendo os exames preventivos de rotina.

Telma Maria Rossi de Figueiredo Franco
Coordenadora do Serviço de Ginecologia Oncológica do Instituto Mário Penna

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