Pesquisa Básica – Translacional

Existem dois tipos de pesquisas de câncer (básica e translacional) que caminham juntas para promover a saúde dos pacientes diagnosticados com a doença, com o objetivo de avançar nas descobertas de laboratório da “bancada para o leito” (bench to bedside).

A pesquisa básica sobre o câncer está focada na descoberta de detalhes fundamentais da biologia dos tumores, como novos mecanismos de regulação de genes, mutações ou processos bioquímicos. Estudos que pesquisam a aplicabilidade e transferência de achados básicos para o paciente constituem a pesquisa translacional.


Nas áreas de Bioinformática, Genética e Genômica tem havido, nos últimos anos, um aumento exponencial na disponibilidade de métodos cada vez mais rápidos e eficientes para a obtenção de dados biológicos – como, por exemplo, a diminuição dos custos de sequenciamento de DNA e RNA.

A Bioinformática translacional tem como objetivo colaborar para o desenvolvimento eficiente de armazenamento de dados e novas ferramentas analíticas, além de interpretar o grande volume de informações, gerando conhecimento e aplicação em saúde pública.

A Biologia Celular e a Imunologia são grandes ferramentas no estudo do câncer e têm levado a inúmeros avanços, tais como a identificação de biomarcadores que predizem a resposta a drogas e o melhor entendimento da resposta imunológica no combate à doença.

A linha de pesquisa de Imunobiologia aplicada ao câncer contempla a utilização dessas duas ferramentas para a identificação de imunomarcadores no microambiente tumoral.

Nossa missão é identificar quais células do sistema imune estão no infiltrado inflamatório tumoral e como elas atuam no combate à doença, seja por vias inibitórias ou estimulatórias da resposta imunológica.

Assim, através da utilização de técnicas de imunohistoquímica e imunofluorescência, podemos realizar a marcação das células imunológicas, utilizando anticorpos específicos. Os anticorpos, quando conjugados a polímeros ou moléculas fluorescentes, nos permitem visualizar as células imunomarcadas em microscopia de luz e de fluorescência.

O intuito é identificar marcadores da resposta imune com potencial diagnóstico e novos alvos terapêuticos.

Imunofenotipagem é uma técnica que consiste na identificação de populações de células através de seus receptores de superfície. É utilizada para identificar o tipo exato de célula que compõe determinada amostra biológica, permitindo estudos que definem o conteúdo de células do sistema imune e tumorais.

Na área da oncologia, é aplicada para a pesquisa e diagnósticos mais precisos de inúmeros tipos de câncer, dentre eles leucemias, linfomas e alguns tumores. Além disso, auxilia na escolha do tratamento, prognóstico, acompanhamento da progressão da doença e resposta à terapêutica (Monitoramento de Doença Residual Mínima – DRM).

A imunofenotipagem é feita através da citometria de fluxo. Esta técnica possibilita a análise simultânea de múltiplos parâmetros de uma célula ou partícula.

É realizada a partir da análise de uma amostra coletada do paciente, que pode ser o sangue ou líquido da medula óssea – os mais comuns – e, em menor frequência, tecidos coletados para biópsia. O citômetro de fluxo é capaz de analisar várias partículas em cada segundo em “tempo real” e pode, ativamente, separar e isolar partículas com propriedades específicas.

A grande vantagem é a capacidade de avaliar, em curto espaço de tempo, grande número de células com alta sensibilidade e especificidade, proporcionando em seus resultados informações suficientes para diagnósticos precisos sem a necessidade de outros exames.

As áreas de Genômica e Biologia Molecular são dedicadas à identificação dos processos moleculares que ocorrem nas células e que levam ao surgimento e progressão de diferentes tipos de câncer.

Para isso, são utilizadas e desenvolvidas ferramentas para análises em grande escala do genoma e transcriptoma humano. As pesquisas desenvolvidas nestas linhas de estudo têm o objetivo de identificar variantes (SNPs, CNVs e outros tipos de polimorfismos) moleculares que serão posteriormente utilizadas com o intuito compreender a biologia dos tumores e propor potenciais biomarcadores para diagnóstico, prognóstico e tratamento.

Entre as principais metodologias utilizadas nesta linha pesquisa estão o Sequenciamento de Nova Geração (NGS), Microarray e PCR quantitativo.

Dra. Christina Monerat Toledo Machado http://lattes.cnpq.br/1255697464960312

Dra.  Larissa Soares Campos http://lattes.cnpq.br/4314391286267804

Dra. Patrícia Rocha Martins  http://lattes.cnpq.br/9336369326055466

Dr. Paulo Guilherme de Oliveira Salles http://lattes.cnpq.br/2355566314057679

Dr. Wagner Carlos Santos Magalhães http://lattes.cnpq.br/0900591338590413

Equipamento de Biologia Molecular: Applied Bio 7500 sistema de PCR em tempo real, Personal Gene Machine Ion Torrent & Ion Chef para sequenciamento de “Next Generation”, máquina de PCR regular, sistema de imagem em gel, aparelhos de eletroforese, nanospectofotômetro para quantificar DNA/RNA, Tapestation para determinar a qualidade do DNA/RNA.

Imagem: Equipamento Ion Chef para sequenciamento de “Next Generation”.

Citometria de fluxo: FACScanto II (8 cores), FACSCelesta (13 cores).

Microscopia: Microscópio de luz e fluorescência.

Equipamento de laboratório geral: homogeneizador de tecido, aparelhos de coloração histológica, coifa de segurança, autoclave, sistema de purificação de água (Millipore), medidor de pH, máquina de gelo, capela de fluxo laminar, centrífugas refrigeradas de alta velocidade com rotores, baldes e adaptadores, microcentrífugas, geladeiras, freezers, freezer -80C.

Para informações sobre as atividades de pesquisa básica ou translacional, projetos em andamento e novos projetos, entre em contato pelo e-mail: pesquisa.translacional@mariopenna.org.br

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